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PIB cresce 0,5% no terceiro trimestre de 2021

PIB cresce 0,5% no terceiro trimestre de 2021

 O Produto Interno Bruto (PIB) de Angola cresceu 0,5 por cento do segundo para o terceiro trimestre de 2021 e 0,8%, face ao período homólogo de 2020.

No acumulado do ano, até ao terceiro trimestre de 2021, o PIB cresceu 0,04%, em relação a igual período de 2020.

De acordo com a Folha Informação Rápida (FIR) sobre as Contas Nacionais, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que a ANGOP teve acesso, a variação positiva é atribuída às actividades de agro-pecuária e silvicultura (5,6%), pescas (50,9%), diamantes (5,7%), bem como electricidade e água (1,6%).

Contribuíram ainda para a referida trajectória positiva, o comércio (17,7%), transporte e armazenagem (21,9%), correios e telecomunicações (3,1%), administração pública (3,3%) e serviços imobiliário e aluguer (3,0%).

Entre as actividades que contribuíram positivamente para a variação do PIB no terceiro trimestre, em relação ao segundo de 2021, estão em destaque a agro-pecuária (0,01 pontos percentuais), extracção e refinação de petróleo (0,002 p.p), indústria transformadora (0,01 p.p), construção (0,01 p.p), comércio (0,17 p.p).

Contribuíram negativamente na variação trimestral, os sectores da pesca (0,01 p.p), extracção de diamantes e outros (0,005 p.p), electricidade e águas (0,0002 p.p), correio e telecomunicações (0,01p.p), intermediação financeira (0,03 p.p) e  administração pública (0,01 p.p).

Quanto a variação homóloga analisada por sector, a gro-pecuária e silvicultura fixou-se em 5,5%, em 2021, contribuindo, positivamente em 0,44 p.p, na variação total do PIB.

Esta variação deveu-se ao aumento da produção das culturas agrícolas e da pecuária, consequência do objectivo de fomentar a produção interna, seguindo-se as pescas, com 53% de valor acrescentado bruto, entre outros sectores.

Ao contrário destes sectores, o de petróleo teve uma queda de -11,1% de valor acrescentado bruto, no terceiro trimestre, em relação ao período homólogo, contribuindo, negativamente em 4,7 p.p, na variação total do PIB.

Esta queda, de acordo com o documento, deveu-se a diminuição da quantidade extraída de petróleo, causado pela manutenção dos cortes dos Organizadores dos Países Exportadores de Petróleo + (OPEP+), baixa dos níveis de stocks do bruto e a decisão da China em diminuir as quotas de importação das refinarias independentes.

O sector dos diamantes também esteve em terreno negativo -3,7%, contribuindo negativamente, em 0,1 p.p, na variação total do PIB, após verificação de uma diminuição na extracção, que originou também uma ligeira diminuição nas exportações.

 

Fonte: Angop