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OPEP+ prevê novos cortes para estabilizar o mercado

A defesa de iniciativas tendentes à estabilização do mercado petrolífero internacional, por via de uma estratégia que garanta o equilíbrio e a procura, de modo a situar o preço num nível que satisfaça mutuamente os produtores e consumidores, será a grande aposta de Angola durante o seu mandato na presidência da Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP), cuja investidura está marcada para Janeiro de 2021.

A perspectiva foi avançada ao Jornal de Angola por uma fonte do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, conhecedora do dossier, quando fazia uma análise sobre as tendências do mercado internacional face ao impacto da baixa dos preços que se regista, em virtude do abrandamento da actividade económica pela pandemia da COVID-19 e consequente excesso de produção.

“Na qualidade de presidente da conferência, Angola poderá propor tarefas ou acções inéditas, mas a decisão sobre a sua execução será tomada em consenso, engajando todos Estados membros, pois na OPEP não existem interesses particulares, tudo quanto é feito deve ser a favor dos respectivos membros”, disse o especialista.

A nossa fonte referiu-se também ao facto de o surto da COVID-19 ter já provocado perdas avultadas aos países cujas economias dependem do petróleo bruto, mas que os efeitos deste mal foram mitigados pelas medidas adoptadas pela OPEP+, em Abril do ano em curso, com respaldo na aproximação do rácio entre a oferta e a procura.

Os países produtores de petróleo devem conceber políticas de diversificação, sem depender da OPEP, pelo que Angola, durante a sua presidência, deverá encorajar a implementação deste processo, mas deve sublinhar-se que a diversificação é um processo interno de cada país, estando aberta, neste âmbito, a possibilidade de intercâmbio bilateral entre os Estados membros, frisou.

Questionado sobre a possibilidade dos preços das commodities se manterem instáveis até 2021, em depender das reservas dos Estados Unidos da América, a fonte do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos disse que, no caso do crude, os preços continuaram a ser afectados pelas incertezas que co-habitam no mercado, motivo pelo qual foi criada a Carta de Cooperação OPEP e Não-OPEP. Ela institucionalizará a cooperação entre os produtores mundiais, assim como aprofundará a cooperação expressa na Declaração de Cooperação OPEP e Não OPEP.

“Os Estados Unidos da América é um dos maiores produtores e consumidores de petróleo bruto no mundo e tem contribuído significativamente no aumento excessivo da oferta quando o nível do preço é satisfatório”. Contudo, os produtores americanos têm, igualmente, enfrentado inúmeras dificuldades na exploração de petróleo bruto, fundamentalmente, do petróleo de Xisto.

Quando os preços se situam aquém do custo de produção, chega a limitar os níveis de produção. Entretanto, o nível de compliance referente ao mês de Julho por parte dos membros da OPEP situou-se em apenas 95%, ou seja, abaixo dos 107% alcançados no mês anterior, tendo a produção dos três meses desde a entrada em vigor do acordo registado 357 mil de barris, além da quota estabelecida, sendo o Iraque o país a liderar a lista dos países que menos respeitaram o acordo, com 285 milhões de barris por dia, seguido da Nigéria, cuja média se cifrou em 105 mil de barris diários acima do estipulado e Angola que produziu mais 63 mil.

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