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Exonerado secretário de Estado angolano da Agricultura e Pecuária

Secretário de Estado angolano para a Agricultura e Pecuária foi exonerado a seu pedido, segundo uma nota da Casa Civil do Presidente da República. João Cunha assume agora o cargo.

O secretário de Estado angolano para a Agricultura e Pecuária, José Carlos Lopes da Silva Bettencourt, foi exonerado a seu pedido, segundo uma nota da Casa Civil do Presidente da República, João Lourenço. Para o seu lugar, o titular do poder executivo nomeou João Manuel Bartolomeu da Cunha, que era administrador executivo do Banco de Desenvolvimento de Angola-BDA. Angola enfrentou no mês passado uma crise sanitária relacionada com a morte de várias cabeças de gado, proveniente do Chade, que seria entregue faseadamente para pagar uma dívida de 100 milhões de dólares (87,8 milhões de euros). O Governo angolano confirmou, a 23 de junho, a morte de 385 bovinos de um lote de 4.351 depois de notícias divulgadas por órgãos de comunicação social e redes sociais dando conta da morte dos animais por doença não identificada.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pescas, o primeiro lote de 1.167 animais chegou a Angola no mês de março e foi instalado num centro de quarentena no Complexo da Agro-Quiminha, na província de Luanda, numa área de 140 hectares, para a observação e rastreio de doenças, tendo chegado até aquela altura ao país 4.351 cabeças de gado referentes à primeira fase do processo. Os bovinos foram observados na Quiminha por técnicos do Instituto dos Serviços de Veterinária e Instituto de Investigação Veterinária, tendo sido realizadas várias intervenções aos animais, nomeadamente a recolha de amostras de sangue e fezes para o despiste de doenças como hemoparasitoses e endoparasitoses, assim como outros testes laboratoriais.

Num comunicado de imprensa, o ministério revelou que foram entregues aos beneficiários do programa agropecuário que está a ser implementado no Planalto de Camabatela 2.050 animais. No entanto, 27 morreram durante o transporte e 358 nas fazendas destinatárias, devido a “deficiências constatadas nas infraestruturas”, adianta o ministério sem explicitar a causa da morte, salientando que a situação está a ser corrigida, “visando criar condições para os futuros recebimentos”. As autoridades angolanas admitem ainda que começaram a surgir algumas doenças no centro de quarentena, sobretudo nos últimos lotes, que exigiram análises de confirmação laboratorial. As amostras (228) foram enviadas para a Namíbia, tendo 57 apresentado resultado positivo para pneumonia contagiosa dos bovinos.

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