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Covid-19: Parlamentos defendem vacinas para todos países

A criação de uma vacina para a Covid-19 acessível a todos os países, sobretudo os mais vulneráveis, foi um dos temas aflorados, ontem, no último dia da 5ª Conferência Mundial de Presidentes dos Parlamentos.

A preocupação dos líderes parlamentares mundiais foi levantada numa altura em que alguns países, com destaque para a Rússia, anunciam a criação de vacinas para a doença.

Reunidos por videoconferência, os líderes parlamentares do mundo foram, igualmente, desafiados, através de um esforço conjunto, a combaterem o terrorismo, mal que, no entender deles, já se transformou transversal.
Ontem, estava prevista uma intervenção do presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, o que não foi possível, devido a um imprevisto na sua agenda.

Em declarações ao Jornal de Angola, no final da reunião, a presidente da 3ª Comissão de Relações Exteriores, Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas da Assembleia Nacional, Josefina Pitra Diakité, que integrou a delegação angolana, ressaltou que os líderes parlamentares falaram da necessidade de haver mais estreitamento nas relações entre os Parlamentos, no combate à pobreza, alcance dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentáveis, luta contra as alterações climáticas, reforço da igualdade de género, integração das mulheres e juventude.

“Também se discutiu a questão da democracia e a mudança do papel do Parlamento no Século XXI, no sentido de que é preciso que os Parlamentos assumam as responsabilidades e procurem representar, mais adequadamente, os interesses dos povos”, adiantou.
Para alcançar tal desiderato, Josefina Pitra Diakité disse que os líderes parlamentares foram instados a trabalhar mais com os Executivos dos respectivos países, de modo a haver um controlo na implementação das medidas para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Perdão da dívida

No primeiro dia da conferência, o presidente da Câmara dos Representantes da Nigéria, Femi Gbajabiamila, defendeu o perdão da dívida aos credores bilaterais e multilaterais para os países africanos em dificuldades.
“Todos concordamos que o peso da dívida de África se tornou uma ameaça existencial para as nossas sociedades, as nossas economias e o nosso futuro; o custo da dívida, face à despesa com educação e saúde, é uma ameaça à estabilidade e ao desenvolvimento do nosso continente, especialmente na era da Covid-19”, disse.
“Quando nos encontramos numa situação em que temos de fazer escolhas políticas entre pagar as dívidas ou salvar vidas, sabemos que algo não está moralmente certo”, acrescentou.

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